segunda-feira, 27 de abril de 2015

OUTROS EDIFÍCIOS PÚBLICOS - X


4 . 9 – Paço Episcopal - V


1958

Continuando o texto "Apontamentos Biográficos, um Texto de Levi Guerra":
Regressado à sua Diocese do Porto, sempre mantido como Titular da Diocese do Porto por Roma,
desenvolve uma vasta acção pastoral de extraordinária notoriedade, fazendo da cultura o seu principal instrumento de ensino, dos seus sacerdotes, dos seus diocesanos e de todo o País, intervindo publicamente em sucessivas e oportunas tomadas de posição, em homilias - as homilias da Paz -, em entrevistas, em conferências e em livros: - Paz em Portugal pela reconciliação entre os portugueses; - Ministério Sacerdotal e sua renovação; A Igreja pós-conciliar; Paz da Vitória ou Paz da Justiça?; A Paz depende de ti; Ecumenismo e Direitos do Homem na Tradição Antiga Portuguesa; Endireitai as Veredas do Senhor; Bater a penitência no peito dos outros?

Entre as actividades pastorais salientam-se: a criação do Gabinete de Informação e Cooperação Social na Diocese, o Gabinete de Opinião Pública, a Comissão Diocesana Justiça e Paz, a reformulação do órgão oficioso da Diocese "Voz Portucalense", a criação da Junta de Coordenação Pastoral do Conselho Presbiteral e do Conselho dos Leigos, a reforma dos Seminários, a criação do Instituto de Ciências Humanas e Teológicas, procedendo, ainda, ao reordenamento pastoral da Diocese e à reorganização do Cabido.


25º Aniversário da Sagração Episcopal – 10-5-1973

Em 1980 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Ramalho Eanes, e a 20 de Maio de 1982 é homenageado na Assembleia da República.


D. António com D. Domingos Pinho Brandão e D. Serafim Ferreira da Silva 

Em 12 de Março de 1981 solicitara a sua resignação como Bispo do Porto, de acordo com o estipulado no Código do Direito Canónico, pedido esse aceite "em princípio" a 8 de Maio seguinte, mas cujo efeito só viria a dar-se depois.
A 8 de Março de 1982, o Clero do Porto reuniu-se com D. António numa significativa "HOMENAGEM E DESPEDIDA". 


Homenagem a D. António no Palácio da Bolsa. Da esquerda para a direita Pastor Ashley; D. Serafim Ferreira e Silva; D. Lourenço, Abade de Singeverga; D. Pina Cabral (Igreja Lusitana); D. Fernando Luso Soares (Igreja Anglicana); D. Armindo Lopes Coelho e D. Domingos Pinho Brandão – 24/4/1982.

Assistência à referida homenagem

Em Abril desse mesmo ano, um grupo de leigos promoveu uma solene e honrosa Sessão Pública de Homenagem a D. António, no Palácio da Bolsa cujo Pátio das Nações se encheu e onde foi tirada a fotografia que aqui se inclui.
A 10 de Junho de 1982 despediu-se, por célebre carta, do Episcopado Português.


Casa da Quinta da Mão Poderosa em Ermesinde 

A 12 de Maio de 1982 retira-se para a Quinta da Mão Poderosa, em Ermesinde, onde se vai entregar "ao muito que ainda tinha para fazer" e aos "outros e pessoais desafios que a vida de bispo lhe punha"...


Foi então que escreveu o livro "Cartas ao Papa", finalmente traduzido em italiano e em francês, e onde D. António deixa a súmula do seu pensamento de homem da Igreja Católica e da cultura Nacional.



Funeral de D. António Ferreira Gomes – 13-4-1989


Sepultura de D. António Ferreira Gomes, no cemitério de Milhundos. A estela com a rosa e a cruz é obra da escultora Irene Vilar. A sepultura foi projectada pelo Arq. Manuel Marques de Aguiar.


Escultura de Arlindo Rocha – 13-4-1991

Veio a falecer, numa grande tranquilidade, e sempre consciente até ao fim, na madrugada do dia 13 de Abril de 1989". Levi Guerra in 'Fonte' nº1 (Revista do Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes)

D. António Ferreira Gomes – vídeo 

Instituto D. António Ferreira Gomes - vídeo


A Obra da Rua, fundada pelo saudoso Padre Américo, foi sempre muito querida e apoiada pelo nosso Bispo. 
Costumava visita-lo com assiduidade, pois era a ele, e só a ele, que entendia dever prestar contas.
Padre Américo sempre quis que a sua Obra estivesse ligada às dioceses onde tinha as suas casas, mas de um modo muito especial à Diocese do Porto, pois era aqui que tinha a sua sede e onde ele vivia.
Nas horas mais difíceis era a ele que recorria o “Pai dos Pobres” e trazia sempre o seu apoio, compreensão e orientação. 
Na grave crise que antecedeu e se seguiu à morte do Padre Américo D. António actuou de forma muito firme e decisiva para que a Obra da Rua não desaparecesse. 
Foi ele que impôs o Padre Carlos Galamba como Superior da Obra da Rua, a pedido de Padre Américo num importante encontro com D. António, poucos dias antes da sua morte.


Casa-Mãe da Casa do Gaiato de Paço de Sousa


D. António em visita à Casa do Gaiato pouco depois do seu regresso do exílio. Á sua direita está o Padre Carlos Galamba - 1969

A ALDEIA DOS RAPAZES DA RUA: A OBRA DO PADRE AMÉRICO - 1947
http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=2396&type=Video


Espigueiro que deu origem à Capela do Calvário de Beire – 1955 – foto do blogue aoencontrodopassado.


Espigueiro do Pão Vivo, como lhe chamou Padre Américo.
Tendo recebido a doação, em 1954, da Quinta da Torre, em Beire, Padre Américo instalou aí uma casa para doentes incuráveis, cuja finalidade era dar um fim de vida digno e feliz aos doentes pobres e abandonado, a que chamou "O Calvário". Também tem uma Casa do Gaiato.



Bênção da Capela do Calvário de Beire

D. António e Padre Américo após a bênção da Capela do Calvário de Beire – á direita o Padre Manuel António, há dezenas de anos na casa de Benguela. 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

OUTROS EDIFÍCIOS PÚBLICOS - IX

4 . 9 – Paço Episcopal - IV


Gravura de Mr. Vivian – 1839 – nesta gravura o Paço episcopal ainda está destruído na zona Sul/Poente pela artilharia miguelista durante o cerco do Porto de 1832/33.


D. Jerónimo José da Costa Rebello – Bispo do Porto eleito (1840/1843) e confirmado (1843/1854)


Escrito pelo portuense Alberto Pimentel, encontrámos um interessantíssimo texto, de O Porto há 30 anos, que segue:

“O paço do bispo, amplamente reedificado sobre o local do antigo paço…


D. António Ferreira Gomes – Bispo do Porto


Penafiel em 1906

Apontamentos Biográficos, um Texto de Levi Guerra:
Nascido em Milhundos -Penafiel- a 10 de Maio de 1906, no seio duma respeitada família de agricultores, entra no Seminário aos dez anos, aos dezanove anos segue para Roma onde cursa filosofia e teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana durante três anos, sendo ordenado presbítero aos vinte e dois anos. Ensina no Seminário de Vilar, onde vem a ser Reitor, até mil novecentos e quarenta e oito,


D. Agostinho de Jesus e Sousa consagra bispo D. António – 2-5-1948

altura em que, com quarenta e dois anos, é nomeado pelo Papa Pio XII Bispo titular de Rando, e é constituído Coadjutor, com direito a futura sucessão, de D. Domingos Maria Frutuoso, Bispo de Portalegre. Ascende a Bispo de Portalegre depois de ano e meio... 



Anel oferecido pelo Papa Paulo VI

até que, cerca de três anos depois, é nomeado Bispo do Porto em cuja Diocese entra a 11 de Outubro de 1952, com quarenta e seis anos. 
Nos anos que se seguiram foi um bispo preocupado com a questão social portuguesa, apoiou empenhadamente o Movimento do Mundo Melhor lançado de Roma por Pio XII, e foi denunciando a política do Governo de então que nunca reconheceu como um rosto autêntico da doutrina social da Igreja iniciada pelo Papa Leão XIII (Encíclica Rerum Novarum) e depois por Pio XI (Encíclica Quadragésimo Anno). 
Na sequência das eleições para a Presidência da Republica em 1958, o Presidente do Conselho Doutor António de Oliveira Salazar convida-o, por interposta e conhecida pessoa, para uma entrevista que D. António aceita, em princípio, ao mesmo tempo que escreve uma "carta'', que designa de "pró-memória" onde esclarece o seu pensamento e os assuntos sobre que tem experiência e que toma como essenciais serem tratados. 
Esta "carta", divulgada a partir dos meios governamentais, serve para acusar D. António como promotor da sua divulgação, naturalmente aproveitada pela oposição. Sobre este assunto escreveu D. António, em carta de 12.09.1958 ao Arquitecto Artur Vieira de Andrade - um dos chefes da campanha eleitoral do General Humberto Delgado: "Consta-me que corre por aí um papel impresso, sob o rótulo da passada campanha eleitoral, cuja autoria me é atribuída; não o conheço ainda, nem jamais dele tomarei conhecimento, porquanto liminarmente considero tal atentado, sem qualquer conhecimento ou permissão minha, como grave ofensa pessoal, além de criminoso abuso da imprensa".


Em Valência com o Abade do Bonfim,  D. Gabriel de Sousa e Padre Artur – Janeiro, 1960



Durante o exílio faleceu sua mãe. D. António pediu ao Governo par o autorizar a assistir ao seu funeral, o que não lhe foi permitido. Na esperança de poder assistir ainda se deslocou à Galiza.

...Esta pró-memória é escrita em pleno período de grande turbulência política e vai terminar com o afastamento de D. António do País, exilado, a partir de 1959. Esse exílio durou até 1969...


Em Fátima chegado do exílio, ainda antes de regressar ao Porto

...altura em que foi autorizado o seu ingresso ao País pelo chefe do governo de então, Doutor Marcelo Caetano. Durante o exílio permaneceu em Espanha, na Alemanha e, por fim, em França...


 Com o Papa S. João Paulo II

...além de ter longas permanências em Roma, onde foi participante activo no Concílio Ecuménico Vaticano II. Regressado à sua Diocese do Porto, sempre mantido como Titular da Diocese do Porto por Roma.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

OUTROS EDIFÍCIOS PÚBLICOS - VIII


4 . 9 – Paço Episcopal - III



Interessante texto deste postal de 1900

Pelo decreto de 13/11/1915 o Paço Episcopal foi alugado à C. M. do Porto que aí se conservou até 24/6/1957, quando passou para a Avenida dos Aliados.


Estátua do Porto quando servia de “porteiro” da C.M.P., no Terreiro da Sé, entre 1916 a 1935 

Já vem de 1293 a existência de uma estátua “Porto” ou “Pedra do Porto” que estava na Rua das Eiras e, segundo o Dr. Artur de Magalhães Basto terá passado, em 1503, para a Rua Francisca, perto dos Açougues. Sousa Reis refere-se-lhe da forma seguinte “…e sobre uma pardieira se levantava em meio relevo e muito mal trabalhado e até monstruoso homem feito de pedra…e numa mão tinha uma haste, talvez figurando a lança de um guerreiro; a esta figura chamavam O Porto”. Desconhece-se onde este Porto Velho foi parar. É possível que a estátua Porto, hoje colocada, depois de muitas bolandas, na Praça da Liberdade tenha sido baseada, pelos seus autores, nesse Porto Velho
Envolvida em polémica está a autoria estátua do Porto, de 1815. Porém, parece ter ficado definitivamente aceite que tenha sido o Mestre João da Silva. 
A estátua do Porto esteve cerca de 100 anos na frontaria da C. M. do Porto, até 1915. Demolida que foi a C.M. Porto da Praça D. Pedro, para a abertura da Avenida dos Aliados, esta estátua foi sucessivamente deslocada para vários locais. 
Primeiro para o Largo da Sé, quando em 1916 a C. M. Porto passou para o Paço Episcopal. Daqui passou para a Avenida das Tílias no Palácio de Cristal; mudada para o Largo Arnaldo Gama, na parte exterior da Muralha Fernandina, onde existiu a Porta do Sol; foi depois “despachada” de novo para o Palácio de Cristal, a “olhar” o Roseiral. Há uns anos foi posta de castigo atrás da falsa torre da Casa dos Vinte e Quatro, virada de costas para a cidade que a deveria apreciar. Já em 2013 regressou à Praça da Liberdade, local para onde foi criada. Esperemos que agora aí fique para sempre.
Germano Silva, em seu livro “Caminhos e Memórias” descreve-a da seguinte forma: “Há na estátua um pormenor para o qual pretendemos chamar à atenção do leitor por estas coisas do passado. Referimo-nos ao escudo que a figura segura na mão esquerda. Nele está gravado um brasão de armas da cidade que Armando de Matos, um especialista da matéria, considerou deveras curioso e diz porquê: “…primeiramente tem a incorrecção do elmo e timbre num brasão de domínio; em segundo lugar… não o encontro senão desta data (1802) em diante. E a notícia de que estas armas eram as do antigo Condado Portucalense não tem a menor consistência histórica…”. Outra curiosidade está nas roupagens e nos adereços. Alberto Pimentel escreveu que “a clâmide”, a lança e o escudo são gregos; o saio de correias e as grevas são romanos; o capacete não é grego nem romano, antes será um elmo de cimeira datando dos fins da idade média ou princípios da Renascença”.

José Fiacre informou-nos que o povo lhe chamava"O Malhão" e cantava a quadra:
“O Malhão da Praça nova 
tem uma lança na mão 
para matar os traidores 
que são falsos à Nação…”

O nosso leitor Sr. Ernesto Martins Vaz Ribeiro enviou-nos o seguinte importante comentário
"Permita-me, a seguinte troca de informação:
No respeitante à autoria da estátua do Porto sabe-se que foi primitivamente adjudicada a Manuel Luís Nogueira que viria a falecer, tendo a obra sido entregue a João da Silva. 
Há, de resto, um documento que prova este facto e que vem referido por Artur de Magalhães Basto:
"(...) e por ele, João da Silva Mestre Pedreiro, morador na freguesia de Pedroso, foi dito se obrigava a fazer uma figura de pedra, representado o Porto, para ser prostrada no cume da casa do Paço do Concelho, sito na Praça Nova, pela quantia de trezentos quarenta e três mil e duzentos reis, em metal, pagos em três pagamentos iguais sendo o primeiro adiantado e os demais consecutivos (...)"
Contudo este artista veio a encomendar, por subcontratação, a execução da estátua a um outro artista de nome João Joaquim Alves de Sousa Alão, escultor e santeiro.
Esta estátua marca um período muito interessante da nossa arquitectura. É o renascer da arte de Paladio, um arquitecto renascentista que os ingleses vão usar para as obras neoclássicas que se espalharam pelo Porto. Temos assim um edifício barroco com um traço claramente neoclássico, o que demonstra que a estátua foi projectada por volta 1818 quando o barroco já havia passado de moda.
João de Sousa Alão pertencia a uma família de artistas. Seu pai, Manuel Joaquim Alão, era um escultor de mérito. Juntos executam as imagens para os andores da Procissão das Cinzas para a Ordem Terceira de S. Francisco. Manuel Joaquim é ainda o autor da imagem de Cristo Ressuscitado que existe na porta do sacrário da Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco, obra executada muito perto de 1800. Na mesma Igreja ainda hoje podem ser vistos crucifixos e anjos nos altares laterais de sua autoria, bem como as imagens de anjos na tribuna da capela-mor e ainda as estátuas da Humildade e da Penitência. Também de sua autoria há duas imagens patentes na frontaria da Igreja da Trindade.
João de Sousa Alão acaba por ir para o Brasil, executando obras que servirão o Palácio onde vivia a Família Real. Aí morre em 1837 depois de ter sido Professor da Academia Imperial das Belas Artes".


Nos anos 30 do século passado todo este casario em frente à Sé foi demolido para dar lugar ao actual Terreiro D. Afonso Henriques - Ao fundo vê-se o Mosteiro da Serra do Pilar e Gaia até ao Monte da Virgem.


À esquerda a entrada da Sé e em frente a entrada do Paço Episcopal antes das obras dos anos 30 do século passado. À direita a Capela de Nossa Senhora de Agosto da Confraria dos Alfaiates.


A Capela da Confraria de Nossa Senhora de Agosto ou dos Alfaiates ainda em frente da Sé, durante a  demolição de 1936. Começou a ser construída em 1554, mas só onze anos depois se concluiu. Os padroeiros dos alfaiates são Nª. Sª. de Agosto e São Bom Homem.


Capela dos Alfaiates no Largo Actor Dias



Em plenas demolições.


Paço Episcopal – Nicolau Nazoni teve uma influência decisiva, pelo menos, no desenho da frontaria.


Parte superior da porta principal com o brasão de D. João Rafael de Mendonça (armas dos condes de Vale dos Reis). 


Durante o cerco do Porto a parte Poente/Sul foi destruída pelos bombardeamentos das tropas miguelistas e mais tarde recuperada.


Visto de Gaia – à esquerda o Seminário Maior e a varanda de S. João de Brito

A construção do Paço Episcopal, após os anos 30 no século XVIII, exigiu a destruição total do anterior, que seria do séc. XII, e que sofreu grandes alterações posteriores, em especial no séc. XVI. É consensual que Nicolau Nasoni teve influência no seu risco e foi construído por Francisco da Silva. Após a revolução de 5 de Outubro, e com a expulsão de D. António Barroso, a Câmara Municipal do Porto ocupou o edifício até 1957. Teve obras de adaptação e a sede da Diocese regressou ao Terreiro da Sé em 1964, sob a vigência do Administrador Apostólico D. Florentino Andrade e Silva.


Sé, Casa do Cabido, Paço Episcopal, Torre da antiga Câmara reconstituída pelo Arq. Fernando Távora, Bairro da Sé e Mosteiro da Serra do Pilar – belíssima foto de António Morais Pinto. Parece-nos ter sido tirada de cima da Torre dos Clérigos.


Nesta foto é visível a Igreja de S. Lourenço (Grilos), o Seminário Maior do Porto e a Varanda de S. João de Brito - tirada de Gaia por J. Portojo.


Entrada


Escadaria nobre -1º. lanço


Segundo Lanço


Tecto da escadaria e clarabóia


Paredes da escadaria


Sala dos espelhos


Pormenor de um tecto

A maravilhosa escadaria da entrada – site da Diocese do Porto

Sala dos Espelhos – site da diocese do Porto

Visita virtual ao Paço Episcopal

Cronologia dos Bispos do Porto